25 março, 2013

#PSYCHOPASSEP22S01



O para sempre, sempre acaba e “todo carnaval tem seu fim”, rs.
 É engraçado, como a atenção que dou para os desfechos de animes é mais valorizada do que a atenção que dou às séries e mini séries. Anime tem uma peculiaridade única, que é a sua filosofia. Qualquer anime independente do gênero, vai conter uma crítica, uma lição de moral... Enfim, animes sempre vão ter algo a ensinar.


O anime dessa vez foi Psycho Pass, com apenas 22 episódios (infelizmente), que citou de Shakespeare à Bretch, de Max Weber à Foucault. 

A trama se passa em uma cidade do futuro, onde existe uma nova forma de governo, controlada pelo Sistema Sibyl, esse sistema sombrio, está presente na vida de cada cidadão, controlando o seu estado psicológico/mental todo o tempo. É um sistema completamente robótico que escolhe até mesmo a profissão e o qual estilo de vida a pessoa se encaixa, o nível de estresse de cada pessoa é medido, caso alguém tenha uma elevação no nível de estresse, esse alguém é diagnosticado e é sujeito a terapia, caso o nível de estresse não baixe, ele é taxado nas seguintes categorias: criminoso e criminoso latente. O ”criminoso” é preso e o “criminoso latente” é sentenciado à morte. Encarregados pela Sibyl System, detetives e justiceiros ficam a cargo de matar ou prender criminosos, sendo que os justiceiros são pessoas com o nível de estresse alto, não podendo viver em “liberdade”, pois são considerados “cães perigosos” e a única função que desempenham bem é a de caçar e matar criminosos, já os detetives são "livres", possuem o nível de estresse AZUL, ou seja, na medida certa, e também são incumbidos de controlar seus "cães", os justiceiros. E assim a cidade permanece em "ordem".


Bom, por motivos gerais e pessoais foi uma despedida dolorosa, confesso...  E ao longo da trama, acabei torcendo pelo vilão, o Shogo Makishima. Ele me trazia a esperança de que a Sibyl System estava por um triz, e que com sua "ajuda", sua arte e sua forma de ver o mundo, ele acabaria com governo Sibyl para sempre... Ele não conseguiu, mas causou um grande impacto e fez com que os demais descobrissem a verdade sobre o “perfeito sistema”. Anyway, outro personagem que me deixou bastante intrigada foi o Shinya Kogami; ele era um detetive que acabou perdendo "seu justiceiro" de uma forma trágica, e determinado a vingar a morte do seu "cão" acabou perdendo o controle do seu psycho pass (nível de estresse), sendo rebaixado a um "cão"/justiceiro, e mesmo perdendo sua liberdade e regalias, o Kogami nunca se esqueceu ou desistiu do caso não resolvido, e por mais que a Sibyl não aprovasse, ainda assim, ele conquistaria sua vingança, mesmo se precisasse passar por cima das regras.


É interessante perceber que mesmo Makishima e o Kogami sendo inimigos e se odiando, talvez, eles se completavam... Na verdade, o Makishima era uma extensão do Kogami e vice-versa. O que é bem característico de anime/mangá: Há sempre dois personagens rivais centrais cujo um busca pelo outro,  são personagens que possivelmente  tiveram experiências de vida semelhantes, e em um dado momento ocorre uma ruptura e cada um segue seu caminho. Depois, passado algum tempo os caminhos se cruzam, e daí começa toda a elucidação filosófica da teoria Yin Yang; do dualismo em cena, dos opostos se complementando e afins... Uma explicação clichê "Nenhum mal é de todo mal, e nenhum bem é de todo bem" não há perfeição se ambos não estiverem conectados, digo, no caso dos personagens. Enfim, ao meu ver; se tivessem estendido o anime, a trama seria mais validada, mais consolidada, a relação entre o Kogami e o Makishima poderia ter sido muito mais explorada, barraria vários animes/mangas de "raciocínio", e claro, para o meu deleite; minhas horas de lazer seriam melhores haha Ah, e todos os fãs, otakus e demais categorias creem numa possível 2° temporada, quem sabe... No mais, esse anime me foi bem proveitoso, super recomendo!





Spoilers/FALA#PSYCHOPASSEP22S01  #FIM

(Fonte imagem: http://www.elfenliedbrasil.com)


Shinya Kogami (Ex detetive, justiceiro fugitivo em prol de vingança/justiça “o mocinho rebelde”) diz para Makishima: - Você não conseguiu suportar a solidão! 


Makishima diz: - Quem não é solitário nessa cidade? Neste mundo onde todos são protegidos pelo sistema e vivem acordo com as normas do sistema, uma comunidade não é mais necessária. Todos apenas vivem em suas pequenas celas, e o sistema os domina dando a eles suas próprias serenidades. Você também é assim, não é, Kogami? Ninguém aceitou sua justiça, ninguém entendeu sua raiva também. Então você virou as costas para a confiança e amizade, e até abandonou o único lugar do qual podia pertencer, para vir até aqui. E mesmo assim, você ri da minha solidão? Mas sabe... Eu valorizo bastante alguém que não teme a solidão... E você, que transforma “solidão” em arma.

Desenrolar do episódio(...)





Makishima diz: - Todos são solitários, todos são vazios. As pessoas não precisam mais umas das outras. Pode-se sempre encontrar um substituto para qualquer talento. Qualquer tipo de ralação pode ser substituída. Eu estou cansado “desses mundos”. Mas por alguma razão, a ideia de que alguém além de você (Kogami), iria me matar, nunca passou pela minha cabeça... Depois disso você poderá encontrar um substituto para mim?

Kogami diz: - Bem, eu com certeza espero que não.

Akane (detetive) “OFF”: Há muito tempo atrás... Mesmo antes deles se conhecerem, eu acredito que este destino já os esperava. Eles não eram como navios passando na noite. Não é que eles não se entendiam, eles entediam um ao outro melhor que ninguém, e um se concentrava apenas no outro.






13 março, 2013

HOTEL DESIRE

+18

Hotel Desire é um curta-metragem erótico, alemão, escrito e dirigido pelo jovem, Sergej Moya, produzido em 2011. 
É um filme sensível, com uma fotografia FANTÁSTICA, com uma narrativa brilhante, com alta sensualidade, e com um final esplêndido, na verdade, o filme acaba e você pede mais. 
O curta conta a história de Antonia (Saralisa Volm), mãe solteira, que desde o divórcio com seu marido, e o nascimento do seu filho, ela tomou para si responsabilidades maiores do que podia imaginar. E ao longo do tempo, foi esquecendo dela mesma, dando prioridade unicamente para seu filho. Na verdade, ela acaba aceitando a ideia de que essa fosse sua "sina", ou "destino"; de trabalhar e cuidar do seu filho. Até que em um belo dia ensolarado, o filho dela viaja, vai para França passar 2 semanas na casa de seu pai. 
E Antonia segue sua rotina, vai para o hotel onde trabalha, e conversa (e não é só uma conversa comum, ela esquenta ao longo dos minutos) com uma colega de trabalho no vestiário, sua colega a encoraja, dizendo que não podia esquecer que além de ser mãe, ela também era uma mulher com desejos e necessidades. Antonia sai e continua seu trabalho, mas pensando sempre nos conselhos que a sua colega havia lhe dado. Antonia chega em um dos quartos do hotel para fazer a limpeza rotineira, e acaba encontrando o que ela buscava mesmo que inconscientemente.
Sem saber que havia alguém no quarto Antonia começa a observar os pertences de Julius Pass (Clemens Schick), hóspede do hotel, até que ele sai do banho e vai em direção a sua cama, onde estava Antonia, o interessante é que Julius é cego, logo, Antonia se esconde e tentar não emitir sons, mas Julius ao procurar seus sapatos no chão, encontra os sapatos/pés de Antonia, e silenciosamente, os dois começam a se tocar de forma tímida, desde os pés à cabeça. Antonia seguindo o conselho de sua amiga, deixou tudo acontecer com a devida leveza, e então a cena mais quente do filme ocorre, sexo explícito, "tchanam!" Que é o clímax da trama. Lembrando que não é um pornô, e não é um filme de cenas fortes e "toscas", como a clássica cena de Marlon Brando em "O Último Tango em Paris", o cuidado que o diretor teve em Hotel Desire foi perfeito, a cena foi tratada com demasiada delicadeza, como Julius é cego, houve o abuso do toque, ou melhor, houve o uso dos outros sentidos.
Dentro desse quarto de hotel, se passou a representação de uma fuga perfeita para ambos os personagens, a libertação de uma mãe contida, e transformação (de volta e até melhor) para o que um dia ela fora, uma mulher que estava sedenta por uma "específica atenção", saciando seus desejos reprimidos, a demonstração da paixão, gentileza, leveza e afins, serviu para ir caracterizando o filme, dando até mesmo certa elegância. Apesar do sexo explícito, ao meu ver manteve uma linearidade de inocência e beleza, não foi uma cena de ferir os olhos, mas pelo ao contrário, sim, de encantar os olhos. Foi um curta-metragem perfeito para o que foi proposto. Vale a pena assistir! 




Hotel Desire
38 min. Curta

Gênero: Drama, Romance.


Direção e Roteiro: Sergej Moya


Elenco: 


Saralisa Volm (Antonia)

Clemens Schick (Julius Pass)
Jan Gregor Kremp (Marcel)
Carlo Ljubek (Galerist Dennewitz)
Frederick Lau (Doorman)
Herbert Knaup (Hoteldirektor)
Palina Rojinski (Julia)
Petar Knezevic (Französisches Model)
Trystan Wyn Puetter (Rezeptionist)

Produtores: Christopher Zwickler, Julia Lischinski, Sascha Schwinge


País de Origem: Alemanha