13 março, 2013

HOTEL DESIRE

+18

Hotel Desire é um curta-metragem erótico, alemão, escrito e dirigido pelo jovem, Sergej Moya, produzido em 2011. 
É um filme sensível, com uma fotografia FANTÁSTICA, com uma narrativa brilhante, com alta sensualidade, e com um final esplêndido, na verdade, o filme acaba e você pede mais. 
O curta conta a história de Antonia (Saralisa Volm), mãe solteira, que desde o divórcio com seu marido, e o nascimento do seu filho, ela tomou para si responsabilidades maiores do que podia imaginar. E ao longo do tempo, foi esquecendo dela mesma, dando prioridade unicamente para seu filho. Na verdade, ela acaba aceitando a ideia de que essa fosse sua "sina", ou "destino"; de trabalhar e cuidar do seu filho. Até que em um belo dia ensolarado, o filho dela viaja, vai para França passar 2 semanas na casa de seu pai. 
E Antonia segue sua rotina, vai para o hotel onde trabalha, e conversa (e não é só uma conversa comum, ela esquenta ao longo dos minutos) com uma colega de trabalho no vestiário, sua colega a encoraja, dizendo que não podia esquecer que além de ser mãe, ela também era uma mulher com desejos e necessidades. Antonia sai e continua seu trabalho, mas pensando sempre nos conselhos que a sua colega havia lhe dado. Antonia chega em um dos quartos do hotel para fazer a limpeza rotineira, e acaba encontrando o que ela buscava mesmo que inconscientemente.
Sem saber que havia alguém no quarto Antonia começa a observar os pertences de Julius Pass (Clemens Schick), hóspede do hotel, até que ele sai do banho e vai em direção a sua cama, onde estava Antonia, o interessante é que Julius é cego, logo, Antonia se esconde e tentar não emitir sons, mas Julius ao procurar seus sapatos no chão, encontra os sapatos/pés de Antonia, e silenciosamente, os dois começam a se tocar de forma tímida, desde os pés à cabeça. Antonia seguindo o conselho de sua amiga, deixou tudo acontecer com a devida leveza, e então a cena mais quente do filme ocorre, sexo explícito, "tchanam!" Que é o clímax da trama. Lembrando que não é um pornô, e não é um filme de cenas fortes e "toscas", como a clássica cena de Marlon Brando em "O Último Tango em Paris", o cuidado que o diretor teve em Hotel Desire foi perfeito, a cena foi tratada com demasiada delicadeza, como Julius é cego, houve o abuso do toque, ou melhor, houve o uso dos outros sentidos.
Dentro desse quarto de hotel, se passou a representação de uma fuga perfeita para ambos os personagens, a libertação de uma mãe contida, e transformação (de volta e até melhor) para o que um dia ela fora, uma mulher que estava sedenta por uma "específica atenção", saciando seus desejos reprimidos, a demonstração da paixão, gentileza, leveza e afins, serviu para ir caracterizando o filme, dando até mesmo certa elegância. Apesar do sexo explícito, ao meu ver manteve uma linearidade de inocência e beleza, não foi uma cena de ferir os olhos, mas pelo ao contrário, sim, de encantar os olhos. Foi um curta-metragem perfeito para o que foi proposto. Vale a pena assistir! 




Hotel Desire
38 min. Curta

Gênero: Drama, Romance.


Direção e Roteiro: Sergej Moya


Elenco: 


Saralisa Volm (Antonia)

Clemens Schick (Julius Pass)
Jan Gregor Kremp (Marcel)
Carlo Ljubek (Galerist Dennewitz)
Frederick Lau (Doorman)
Herbert Knaup (Hoteldirektor)
Palina Rojinski (Julia)
Petar Knezevic (Französisches Model)
Trystan Wyn Puetter (Rezeptionist)

Produtores: Christopher Zwickler, Julia Lischinski, Sascha Schwinge


País de Origem: Alemanha


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