27 junho, 2013

Fresta Em Um Universo

  I

O frasco é o universo
O reverso é fresta
O universo é frasco

Frasco que quebra frágil
Explode pedaços
No avesso do espaço

Espaço no mínimo
Máximo
Eu cheio
De mim
Estrelas

 II

Parcialmente fresta
Sem ar
No vazio
Ecoar
Universo que há
Em mim
Cheio




10 junho, 2013

 ...

Juntas demos tantos significados às coisas
Juntas inventamos tantas palavras
Juntas soubemos amar
Dividimos o mesmo riso
Dividimos o mesmo pranto
Dividimos o mais nobre sentimento
Nos separamos por querer
Nos separamos por não poder
Nos afagamos
Sim, eu sabia que tudo estava certo
Que cada astro estava em seu lugar
E que a estrela cadente enfim me atendeu
Meu amor era teu
Um amor 
De lento coração e
Curtos passos, de nunca
Deixar sangrar nossa canção
Sim, assim é nosso amor
Quase ateu, todo meu
Livre de repressões
Escravo de ilusões
Uma dor , um ardor, um amor
De desprezo e desejo
De saudade e de confete
Um regado e sangrado coração
De amor marolado
De amar ao seu lado

...


Um espasmo poético à Carina Paes, meu Cariño.
Por toda uma vida, minha menina.



04 junho, 2013


Talvez tenha sido pouco contigo, com medo de ser inteira
Ou talvez fosse inteira e aos poucos me desfiz
Do gozo ao choro, da luz às trevas, assim se deu
Assim, de repente, invadi teu caminho... Invadiu meu caminho
Perdi-me da trilha, me refiz em teus passos
Cresci. Com os olhos marejados me lembro do passado
Confundimos-nos tantas vezes, por vezes fui você, por vezes você me foi
Escapei. A roubaram de mim... 
Esqueci. Esqueci como é ter o coração seco,
Já que me regava com o teu sangue, liguei-me a tua alma
Não percebo e já não sinto. Apenas sei que está aqui comigo
Não a vejo, nem contemplo 
Apenas lembro-me do meu caminho, 
Pois no meu caminho tinha uma Pedra e uma Metade
E por esse caminho passava outra metade, 
A Metade tropeçou na Pedra e se chocou com a primeira Metade,
Tornando as batidas do coração rítmicas e sincrônicas, as fazendo inteiras,
Harmonizando um só tom e uma só cor, 
Presas a um elo, sendo raras, sendo amor.

Quando no teatro o meu papel foi o do Vento e o seu, meu amor, o da Pedra.
À minha amante incestuosa, Wellen de Oliveira.
Minha eterna Maranhense Abextada, rs.